Autor de livros sobre concurso indica estudar conteúdo de edital e fazer provas antigas.
Candidato que concorre há sete anos segue cronograma e escreve tudo o que estuda.

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William Douglas é autor de 27 livros que já venderam mais de 300 mil exemplares (Foto: Divulgação)


Além de autor de 27 livros sobre técnicas e dicas de preparação para os exames, o autor do quadro de horário que inspira a organização pessoal de candidatos de concursos é juiz titular em Niterói (RJ).


William Douglas já vendeu mais de 300 mil exemplares. Seu livro mais conhecido, com 120 mil exemplares vendidos, é o "Como passar em provas e concursos", publicado pela editora Campus/Elsevier.

William Douglas conta que já foi reprovado em seis concursos e depois aprovado em sete, entre os quais para juiz de direito, delegado de polícia e defensor público. Dos sete, ele passou em primeiro lugar em cinco.

Em suas palestras, ministradas para mais de 600 mil candidatos, Douglas mostra o próprio exemplo. Ele também estudou sozinho para concursos e, por isso, tem sido referência para muitos candidatos que estão passando pela mesma experiência.

Um dos seus "mantras" é "concurso não se faz para passar, mas até passar". Para isso, ele diz ser primordial ter atenção com a organização e o planejamento da vida pessoal, do tempo e do estudo, além de aprender a estudar e a fazer provas.

"O importante é saber que existirá um processo de amadurecimento emocional e intelectual antes do sucesso. Daí, a pessoa deve se preparar para passar um tempo semeando e regando antes de colher."

Ele diz que atualmente há uma imensa gama de informações disponíveis em livros, apostilas e na Internet, que disponibiliza material gratuito.

"Em qualquer caso, com cursinho ou sem, o que será cobrado está relacionado no edital do concurso, e é isso que deve ser estudado." Outra dica do escritor e juiz é realizar as provas anteriores como treinamento e para se acostumar com a forma de ser indagado sobre a matéria do edital.

"Também é recomendável fazer concursos reais, para adquirir experiência. Em casa, é sempre útil aprender a encontrar um lugar adequado, concentração, organizar a vida para poder estudar e fazer exercícios, mesmo que precise ir para uma biblioteca".
Arquivo Pessoal
Arquivo Pessoal
Anivo Ferreira Santos quer chegar à marca de 15 concursos neste ano (Foto: Arquivo pessoal)

  'Concurseiro de carteirinha'
Anivo Ferreira Santos, de 25 anos, se autointitula "concurseiro de carteirinha" e diz que o livro de William Douglas o estimulou.

Morador de Barreiras (BA), tem o sonho de se tornar auditor fiscal. Ele faz concurso desde os 18 anos, mas após 2005 aumentou a intensidade – naquele ano prestou 10. Em 2006 foram 15. Neste ano, já fez oito exames, e quer chegar ao mesmo número do ano passado até dezembro. Sempre se preparando sozinho. "Não me troco por nenhum aluno de cursinho", comenta.

Anivo conta que ficou sem trabalhar durante três anos só para estudar entre 2004 e 2007 - o pai o ajudou financeiramente. O esforço valeu a pena. Ele passou em quatro concursos – todos de ensino médio, entre os quais o do IBGE, onde trabalhou até a semana passada como supervisor - o trabalho era temporário. Agora, aguarda ser chamado para a Polícia Militar de Minas Gerais.

Ele diz que usava a internet e conseguia CD-Roms com outros concurseiros. Como não tinha dinheiro para comprar apostila, pedia a colegas que estudavam em uma universidade de Brasília para imprimir o conteúdo do CD-Rom no laboratório de informática.

Com o material em mãos, estudava trancado no quarto, de preferência de madrugada ou bem cedo, entre as 5h e 6h, "por causa do silêncio", e dormia no máximo quatro horas por dia.

No café da manhã, tomava café forte com guaraná em pó. Depois corria uma hora por dia “para oxigenar o cérebro”, sempre das 6h às 7h. Tinha um cronograma com a programação do dia no computador, que seguia à risca.

Ele conta que ficou dois anos sem namorar e sem bebida alcoólica por causa dos estudos. “Todo dinheiro era para comprar apostila, pagar a taxa de inscrição e custear as viagens para fazer as provas”, diz.

Para o concurseiro de carterinha, o maior rival não é o colega que está na sala de aula fazendo o exame. “Meu maior concorrente sou eu mesmo”, afirma. 


Fonte: G1

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